Vem ai... V Shekinah 2010 Nos Dias 24 e 25 de Abril...

Nossa História




SUA HISTÓRIA...
SEU COMEÇO...
Um bairro afastado dos outros, pessoas simples, humildes,                               pobres, sonhadoras...


Neste bairro, chamado Cohab II, pessoas se reuniram e começaram a viver em comunidade tornando-se não só amigos, mas irmãos. Surgiu um pequeno grupo de oração no quintal de uma das casas. A vontade de louvar a Deus era grande. Criaram coragem, foram audaciosos pela força impulsionadora que os tomava e se dirigiram ao seu pároco, que na época: Monsenhor Demosthenes Paraná Brasil Pontes, para solicitar-lhe a celebração da missa naquela comunidade, que pertencia á sua paróquia, porém muito distante. Padre Demosthenes, designou Pe. Antonio Trivelato, vigário paroquial, para visitar a comunidade que começava a nascer, e com alegria solicitava a santa missa. Todas as pessoas envolvidas se reuniram e começaram a organizar-se para a realização da santa missa, que depois foi celebrada no dia 27 de Setembro de 1984 sobre um palco usado para entrega de casas populares naquele bairro. O Padre, vendo o entusiasmo da comunidade a presenteia com um barracão, vindo da cidade de Sorocaba, que serviu de igreja por alguns anos. Chega em 1989, em Mococa, Pe. Celso Abreu de Jesus, recém ordenado em São João da Boa Vista - SP.
O jovem padre é designado para trabalhar junto a esta comunidade que sentia a necessidade de um pastor. Após as reinvidicações de Pe. Celso que acompanhava a comunidade, esta se torna paróquia e sua padroeira, Santa Luzia. Temos a grande alegria neste ano de 2009, vamos comemorar os 25 anos da primeira missa celebrada na COHAB II.

                                                                             Tiago Terra

Nossa Diocese





BULA "IN SIMILITUDINEM CHRISTI" DO PAPA JOÃO XXIII DE CRIAÇÃO 
DA DIOCESE DE SÃO JOÃO DA BOA VISTA

Na semelhança de Cristo, Salvador dos homens que, para comunicar os bens da salvação eterna aos homens, percorreu assiduamente as aldeias e as cidades de sua pátria, assim a santa Igreja desce continuamente até às necessidades dos homens com a finalidade de que gozem de uma maior abundância da Palavra de Deus e se alegrem com os mais íntimos vínculos de comum vida com Deus, Como, pois, o venerável irmão Armando Lombardi, Núncio Apostólico, na Republica Federativa do Brasil há pouco tempo nos pediu, para utilidade da muito grande
arquidiocese de Ribeirão Preto, fosse nela constituída uma nova Diocese, Nos julgando verdadeiro este desejo, favorável ao bem das almas, consentimos nas preces. Conhecendo, pois, o que a este respeito pensa o venerável irmão Luiz do Amaral Mousinho, Arcebispo de Ribeirão Preto e igualmente os Ordinários dos lugares da mesma província e com o consentimento de todos os que neste assunto tem algum direito, com Nosso sumo poder determinamos, que dessa Arquidiocese de Ribeirão Preto se separem os municípios que pelo nome vulgar aqui se enumeram a saber: São João da Boa Vista, Aguai, Águas da Prata, Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Mococa, Mogi-Guaçú, Itobi, Pinhal, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antônio do Jardim, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tambaú, Tapiratiba, Vargem Grande do Sul, esses territórios assim separados, numa forma, constituímos a diocese denominada São João do Brasil, tendo como seus limites os limites dos respectivos municípios segundo as leis civis. A séde da nova Diocese e o domicilio do Bispo será a cidade denominada São João da Boa Vista, em cuja igreja Matriz de São João da Boa Vista deve-se colocar a Catedral da autoridade episcopal, a qual como é justo receberá o título de Igreja Catedral com os devidos privilégios.

O Bispo gozará das honras e insignes direitos que gozam os outros Antístites do mesmo grau, mas igualmente terão iguais ônus e obrigações e entre elas, queremos recordar ser ele e a Diocese, sufragâneos do Metropolita da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Determinamos, além disso, que a nova séde para celebrar o culto a Deus com solene rito e para ajudá-lo, o Bispo pelo conselho e pela sua ação, se institua o Colégio dos Cônegos, de acordo com as peculiares normas que devem ser publicadas em forma de letras seladas; contudo, enquanto as circunstâncias não o permitirem, consentimos sejam eleitos os Consultores Diocesanos, segundo as normas do Direito Canônico. A mesa episcopal é constituída: dos emolumentos e patrimônios da Cúria Diocesana, bens e dinheiro oferecidos pelos fiéis espontaneamente, parte dos bens provenientes da divisão da Arquidiocese, segundo o cân. 1500 C.I.C. e pelo dote oferecido pelas Autoridades públicas.

Como, além disso, se deva fomentar com diletissimo amor, os alunos ordenados às coisas sacras (seminaristas), mandamos que o Bispo, quanto antes, funde o Seminário, pelos menos o elementar (menor), de conformidade com o direito e as normas da Sagrada Congregação dos Seminários e das Universidades dos Estudos e quando se desenvolver e caminhar para os cursos de Filosofia e Teologia sejam escolhidos entre eles os melhores e sejam enviados a Roma, para o Pontifício Colégio Pio Brasileiro, para aperfeiçoarem seus estudos. No que se refere ao regime da nova Igreja, eleição do Vigário Capitular, Sede Vacante e outros desta ordem, sejam observados as determinações das sagradas leis. Determinamos ainda, na que se refere ao Clero, logo que estas cartas forem executadas, que deve pertencer à nova Igreja todo o Clero que se encontra nos limites descritos por estas, seja que tenham benefícios ou ofício eclesiástico; os outros onde vivam legitimamente. As atas e os demais Documentos que de qualquer modo dizem respeito à nova Igreja, quanto antes, sejam enviados pela Arquidiocese de Ribeirão Preto para ela e sejam conservados religiosamente no arquivo. Tudo isto procura executar o venerável irmão Armando Lombardi; a quem nomeamos e a quem damos as necessárias faculdades, mesmo para delegar a uma outra pessoa se for o caso, uma vez que possua a dignidade eclesiástica; impomos a obrigação de exarar em ata a efetiva divisão e constituição e dela enviar exemplares à Sagrada Congregação Consistorial. Se, porém, no tempo em que isto deve ser feito, for impossível, outra Nunciatura Apostólica presida, possuindo os mesmos poderes e deveres. Estas Cartas, desejamos, sejam eficazes agora e no futuro, de tal modo que o que por elas está decretado seja observado religiosamente por todos aqueles, aos quais diz respeito e assim obtenha sua força. Nenhum prescrito contrário de qualquer gênero poderá contrariar a eficácia destas cartas, pois com estas Cartas os derrogamos a todos. Por conseguinte se alguém ainda munido de autoridade, consciente ou não consciente, agir contra o que determinamos isto se torna totalmente nulo, e declaramos seja considerado sem valor. A ninguém, pois, é permitido dividir ou discordar destes, Documentos de Nossa Vontade: além disso, os exemplares e as partes destas Cartas sejam impressas ou exaradas por escrito, que possuam o selo de pessoa constituída
em autoridade na dignidade eclesiástica e seja simultaneamente subscrita por algum tabelião público, quando mostrada deve ser recebida com a mesma fé (veracidade) que elas possuem. Se alguém desprezar ou de algum modo rejeitar estes nossos direitos em geral, saiba estar sujeito às penas estabelecidas no Direito, os que não cumprirem as determinações dos Sumos Pontífices.

                         Tiago Terra

Nosso Paróco






PE. CELSO ABREU DE JESUZ
Natural de São João da Boa Vista-SP.
Nascido no dia 19 de julho de 1963.
Filiação: Antônio de Abreu de Jesuz e
Leonice Bordão de Abreu



Formado em Técnico em Contabilidade na Escola Municipal 1° e 2° grau “Prof. Hugo Sarmento em São João da Boa Vista-SP”. Cursou filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas no ano de 1982 a 1984. Entrou para o seminário diocesano em 1985, foi ordenado diácono: 04 de dezembro de 1987. Ordenou-se presbítero: 09 de dezembro de 1988. Em janeiro do ano de 1989 veio para trabalhar na PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO em Mococa. Chegou com o nosso querido e estimado bispo Dom Tomás Vaqueiro (já falecido) que entrando em Mococa olhou para o bairro novo “COHAB II”, pedindo-lhe que fizesse deste Conjunto Habitacional a pupila de seus olhos. Pe. Celso abraçou com muito amor a tão estimada Paróquia São Sebastião exercendo com fidelidade seu “Sim” a Deus, e olhando com olhos firmes de pastor às comunidades pertencentes a Matriz São Sebastião. A partir de então “seu 1° amor que foi a Comunidade de Igaraí, agora divide seu espaço com o novo povo que terá sobre seus ombros”. Como pastor seu amor não dividiu, mas sim cresceu, frutificou e deu frutos cem por um, como diz o Evangelho. Este é o salário que Cristo prometeu àqueles que Ele escolheu e enviou. Graças ao seu empenho pela causa dos pobres e sedentos da palavra de Deus D. Tomás cria a PARÓQUIA SANTA LUZIA no dia 13 de abril de 1991 e nomeia Pe. Celso 1° Pároco.
Para certificarmos de tudo isso basta olhar para as fronteiras da Paróquia Santa Luzia que já deu a luz a parte da Paróquia São Cristóvão e Paróquia Santa Terezinha. Destaca-se pela humildade, simplicidade e sabedoria. Trabalha com amor e sem limites pelas causas sociais da Paróquia e Comunidade Mocoquense, jamais disse um não
.
                                                                                                             Tiago Terra

Infância e juventude


Casa onde Joseph Ratzinger nasceu em 1927, Marktl am Inn no sudeste da Baviera: Mauthaus.
Joseph Ratzinger nasceu em Marktl am Inn, uma pequena vila na Baviera, às margens do rio Inn, naAlemanha, filho de Joseph, um comissário de polícia (Gendarmeriekommissar) do Reich, um oficial da polícia rural oriundo da Baixa Baviera e adepto de uma corrente bávaro-austríaca de orientação católica.[5]Seu pai, era de religiosidade profunda e um decidido adversário do regime nacional-socialista, as suas idéias políticas firmes chegaram a trazer sérios perigos para a própria família.[5][6] Em 1941, um dos primos de Ratzinger, um menino de catorze anos de idade com Síndrome de Down, foi morto pelo regime Nazi em sua campanha eugênica.[6]
A sra. Ratzinger, Maria, falecida em 1963, era de procedência tiroleza, do sul da Alemanha, era tida por boa cozinheira e havia trabalhado em pequenos hotéis. O casamento ocorreu em 1920, os filhos Maria e Georg nasceram em 1921 e 1924, Joseph nascera num Sábado de Aleluia e fora batizado no dia seguinte, domingo da Páscoa. A família não era pobre no sentido literal do termo, mas os pais tiveram de fazer muitas renúncias para que os filhos pudessem estudar.[7] Em 1928 a família mudou-se para Tittmoning, na época um lugarejo de cinco mil habitantes, às margens do rio Salzach na fronteira austríaca.[8] Em 1932 a família mudara-se novamente, agora para Aschau, de novo às margens do Inn, um povoado próspero -já que em Tittmoning Ratzinger-pai havia se mostrado demasiado contrário aos nazistas.[5][8]
Aqueles assumiram o poder em 30 de janeiro de 1933 quando Hindenburg nomeou Hitler chanceler, nos quatro anos em que a família Ratzinger passou em Aschau o novo regime limitou-se a espionar e a ter sob controle os sacerdotes que se lhe mostravam hostis, Ratzinger-pai não só não colaborou com o regime como ajudou e protegeu os sacerdotes que sabia estarem em perigo. Já em 1931 os bispos da Baviera haviam publicado uma instrução dirigida ao clero em que manifestavam a sua oposição às idéias nazistas.[5] A oposição entre a Igreja e o Reich estendia-se ao âmbito escolar: os bispos empreenderam uma dura luta em defesa da escola confessional católica e pela observância daConcordata.[5]

Vocaça

Em Aschau começam os primeiros vislumbres da vocação sacerdotal, o jovem Ratzinger se deixa tocar pelos atos litúrgicos do povoado os quais frequenta com piedade, entrementes o avanço do novo sistema político e, com ele, a oposição da Igreja. Em fevereiro de 1937 tem lugar a Kristallnacht em que as juventudes hitleristas apredejam as vitrines das lojas dos judeus. Pouco tempo depois Pio XI promulga a EncíclicaMit brennender Sorge, em que condena as teorias nacional-socialistas. Neste ano seu pai, então sexagenário, aposentou-se e a família mudou-se para Traunstein.[9]
Nos anos de ginásio em Traunstein aprendera o latim que ainda era ensinado com rigor, o que muito lhe valeu como teólogo, pode ler as fontes em latim e grego e, em Roma, durante o Concílio, comenta, foi-lhe possível adaptar-se com rapidez ao latim dos teólogos que lá se falava, embora nunca tivesse ouvido palestras nessa língua. A formação cultural com base na antiguidade greco-latina propiciada naquele ambiente "criava uma atitude espiritual que se opunha às seduções da ideologia totalitária"[10]
Com o Anschluss e a fronteira da Áustria aberta a família pode ir com mais frequência a Salzburgo e em peregrinação a Maria Plain, ali puderam assistir a diversas apresentações musicais: "Foi ali que Mozart entrou até o fundo da minha alma. Não é um simples divertimento: a música de Mozart encerra todo o drama do ser humano", afirma.[11] Pela Páscoa de 1939 ingressa no seminário-menor em Traunstein, por indicação do pároco, para que pudesse iniciar de forma sistemática na vida eclesiástica.

[editar]A Guerra

Com a guerra o seminário é requisitado como hospital militar e o diretor o transfere para uns alojamentos vazios das Damas Inglesas de Sparz. A incorporação na Juventude Hitlerista das crianças alemãs tornou-se oficialmente obrigatória a partir de 1938 até o fim do Terceiro Reich em1945. Até 1939 nenhum seminarista havia entrado na organização, mas o regime exigiu que a partir de março a afiliação fosse obrigatória. Até outubro a direção do seminário em que estava se negou a inscrever os seus alunos mas logo não pode mais impedir a sua inscrição na organização. Assim sucedeu também com Jospeh Ratzinger, aos 14 anos.[12] Uma testemunha relata (segundo o Frankfurter Allgemeine Zeitung) que os seminaristas eram uma "provocação para os nazis: se lhes considerava suspeitos de estar contra o regime.[13] Em um documento do Ministério da Educação se lê que a incorporação compulsória às Juventudes Hitleristas "não garantia que os seminaristas realmente se haviam incorporado à comunidade nacional-socialista".[14] Quando fez catorze anos em 1941, portanto, Joseph teve de se incorporar à Juventude Hitlerista [15] e, de acordo com o seu biógrafo John Allen, não era um membro entusiasta.[16] Recebeu gratuidade escolar por pertencer a esse grupo, mesmo não participando de seus encontros, graças à amizade com um professor de matemática filiado ao partido Nacional Socialista, que lhe leccionou no seminário. Por causa da mobilização provocada pela guerra os irmãos Ratzinger deixaram o seminário naquele ano de 1941 e retornaram à casa paterna.

[editar]Serviço militar

Em 1943, com 16 anos, foi incorporado, pelo alistamento obrigatório, no Exército Nazista Alemão, numa divisão da Wehrmacht encarregada da bateria de defesa antiaérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Mais tarde, estará em Unterförhrin e Gilching, ao norte do lagoAmmer. É dispensado em 10 de setembro de 1944 do serviço na bateria antiaérea de Gilching e poucos dias depois é enviado a um campo de trabalho em Burgenland , na fronteira da Áustria com a Hungria e a Checoslováquia para realizar trabalhos forçados, daí é destinado ao quartel de infantaria em Traustein, de onde desertará pouco tempo depois.[17]
Com a rendição alemã em 8 de maio de 1945 Ratzinger é recolhido preso no campo aliado de concentração de prisioneiros em Bad Aibling, com mais de quarenta mil prisioneiros. É libertado em 19 de junho, apenas dois meses depois de ter completado os dezoito anos, chegou em casa em Traunstein na noite da sexta-feita do Sagrado Coração.[18]

[editar]Vida religiosa e acadêmica

Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de Junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes peloCardeal Faulhaber, Arcebispo de Munique.

Ratzinger cardeal

O cardeal Ratzinger numa celebração
A partir de 1952 iniciou a sua atividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freisinglecionando teologia dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese "Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho". Sob a orientação do professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, obteve a habilitação para a docência apresentando para isto dissertação com título de "A teologia da história em São Boaventura"
Lecionou ainda em Bonn (1959 - 1963); em Münster (1963 - 1966) e em Tubinga (1966 - 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistasdos movimentos estudantis dos anos 1960. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor.
No Segundo Concílio do Vaticano (1962 – 1965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) do Cardeal Joseph Frings de Colónia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da missa em língua local em vez do latim.
Fundou em 1972, junto com os teólogos Hans Urs von Balthasar (1905-1988) e Henri De Lubac (1896-1992), a revista Communio, para dar uma resposta positiva à crise teológica e cultural que despontou após o Segundo Concílio do Vaticano.[19]
Recebeu o título de doutor honoris causa das seguintes instituições: College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; Universidade Católica de Lima, em 1986; Universidade Católica de Lublin, em 1988; Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999 e da Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polônia) no ano 2000 e era ainda Membro honorário daPontifícia Academia das Ciências.

[editar]Ascensão a bispo e cardeal


O Palais Holnstein, residência do Cardeal Ratzinger enquanto eraArcebispo de Munique e Freising.
Ratzinger foi nomeado Arcebispo de Munique e Freising em 25 de março de 1977, pelo Papa Paulo VI, e elevado a Cardeal noconsistório de 27 de junho de 1977 com o título presbiteral de "Santa Maria da Consolação no Tiburtino".
Em 1981, foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu predecessor. Foi designado cardeal-bispo da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Participou do Conclave de agosto de 1978 que elegeu o Papa João Paulo Ie do Conclave de outubro deste mesmo ano que resultou na eleição de João Paulo II.
Era um velho amigo de João Paulo II, compartilhava das posições ortodoxas do Papa e foi um dos mais influentes integrantes da Cúria Romana. A sua posição como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cargo que exerceu durante vinte e três anos, o colocava como um dos mais importantes defensores da ortodoxia católica. O ex-frade Leonardo Boff, brasileiro, um dos expoentes da Teologia da Libertação, teve voto de silêncio imposto por Ratzinger em 1985 devido às suas posições políticas marxistas.

[editar]Eleição

Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas. No dia 24 de abril do mesmo ano tomou posse em cerimônia na Basílica de São Pedro em Roma.[20]
A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina às 17h50 daquele 19 de Abril (hora doVaticano). O nome do cardeal alemão foi anunciado cerca das 18h40 locais, da varanda da Basílica de São Pedro, onde o novo Papa surgiu minutos depois usando o solidéu branco, aclamado por milhares de pessoas que preenchiam a Praça de São Pedro, o coração do Vaticano.

[editar]O anúncio (Habemus Papam)

Annuntio vobis gaudium magnum; habemus Papam:Anuncio-vos com grande alegria; já temos o Papa:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,O Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor
Dominum JosephumD. José
Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem RatzingerCardeal da Santa Igreja Romana, Ratzinger
qui sibi nomen imposuit Benedicti Decimi Sexti.Que adotou o nome de Bento XVI.

[editar]Primeira declaração

Em resposta a esse anúncio, sua primeira declaração ao público, depois de eleito Papa, segue:
"Queridos irmãos e irmãs:
Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o facto de que o Senhor sabe trabalhar e actuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio nas vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."

[editar]O nome "Bento"


Primeira bênção de Natal de Bento XVI, 25 de dezembro de 2005
A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. Conhecido como o "Papa da paz", Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. O seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo. Além disso, Bento XVI sempre foi muito ligado espiritualmente ao mosteiro da beneditino de Schotten, perto de Ratisbona, naBaviera.
Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionaram a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia(480-547), fundador da Ordem Beneditina e padroeiro da Europa, o que o próprio papa confirmou após a publicação das explicações sobre seu brasão. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa. A escolha do nome deste Santo representaria, portanto, que uma das prioridades do papado de Bento XVI será a "recristianização da Europa".

[editar]Brasão e lema

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Brasão de Bento XVI
"O escudo adoptado pelo Papa Bento XVI tem uma composição muito simples: tem a forma de cálice, que é a mais usada na heráldica eclesiástica (outra forma é a cabeça de cavalo, que foi adotada por Paulo VI). No seu interior, variando a composição em relação ao escudo cardinalício, o escudo do Papa Bento XVI tornou-se: vermelho, com ornamentos dourados. De fato, o campo principal, que é vermelho, tem dois relevos laterais nos ângulos superiores em forma de "capa", que são de ouro. A "capa" é um símbolo de religião. Ela indica um ideal inspirado na espiritualidade monástica, e mais tipicamente na beneditina."(Da explicação do brasão pela Santa Sé)[21]

Visita ao campo de Auschwitz-Birkenau, acompanhado do presidente Lech Kaczyński daPolônia.

[editar]Expectativas como Papa

O grande mote de Joseph Cardeal Ratzinger, nos dias que antecederam o conclave, foi a questão do secularismo e do relativismo. Acreditava-se que o papa Bento XVI seria um grande defensor dos valores absolutos, da doutrina e do dogma da Igreja. "A pequena barca com o pensamento dos cristãos sofreu, não pouco, pela agitação das ondas, arrastada de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo até a libertinagem, do coletivismo ao individualismo mais radical, do ateísmo a um vago misticismo, do agnosticismo ao sincretismo",[22] afirmou durante a missa de abertura do conclave que viria elegê-lo. Acreditava-se também, devido ao nome escolhido (São Bento é padroeiro da Europa), que Bento XVI voltar-se-ia para esse continente que, segundo ele, vem caindo no secularismo(abandono dos valores religiosos e redução de tudo ao espectro político de direita eesquerda).
Para Daniel Johnson[6], poder-se-ia esperar uma cruzada rigorosa contra a eugenia e aeutanásia, graças a convivência do papa com as mazelas do nazismo, mas que haveria uma abertura ao ecumenismo, principalmente em relação às igrejas ortodoxas e protestantes. Também dizia que o papa deveria entusiasmar os fiéis com suas interpretações da teologia, animando, por exemplo, os jovens com a Teologia do Corpo, que vê a sexualidade como uma emanação do amor divino.

[editar]Pensamento teológico


Bento XVI numa audiência privada (20 de janeiro de 2006)
Considerando toda a sua obra literária, as suas atitudes como sacerdote e bispo ao longo da sua vida religiosa, e ainda do que se verifica dos anos passados à frente da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Ratzinger possui um pensamento católico ortodoxo que, para muitos de seus críticos, é tido como sendo conservador. Bento XVI tem adotado, no seu Pontificado, propostas semelhantes às do seu predecessor relativos à moral e ao dogma católico.
Na década de 1990 o Cardeal Ratzinger participou da elaboração de documento sobre a concepçãohumana como sendo o momento da animação. A partir da união do óvulo com o espermatozóide temos uma vida humana perante Deus. Assim, é impossível que a Santa Sé mude sua posição diante das pesquisas com células estaminais (células-tronco) embrionárias ou diante do aborto. Na verdade esperava-se que o Papa reafirmasse o Magistério constante da Igreja sobre estes e outros temas da atualidade relacionados com a Moral, a Ética e a Doutrina Social da Igreja, o que de fato ocorreu.

[editar]O Pontificado de Bento XVI

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Pontificado de Bento XVI

[editar]Principais críticas pela imprensa

Santa Sé
Coat of arms of the Holy See.svg


Política e Governo

O ex-presidente norte-americano George W. Bush e a primeira-dama Laura Bushcomemoram o 81º aniversário do Papa, emWashington D.C.
Uma crítica feita pelos meios de comunicação à escolha de Joseph Ratzinger foi que o papado continua naEuropa e mais uma vez a América Latina (região do mundo com mais católicos) continua sem ter tido nenhum Papa. Outra foi sobre a postura pouco clara em relação aos crimes sexuais contra menores nos EUA [23] e a sua firme negação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em todo o mundo.

Selo postal da Alemanha comemorativo do 80.º aniversário do Papa
Ainda quanto aos crimes sexuais, houve um importante documentário feito pela rede BBC de televisão intitulado Sexo, Crimes e Vaticano, que acusa o Papa de liderar o "acobertamento de casos de pedofilia". A reportagem do programa examinou um documento secreto interno da igreja (Crimen Sollicitationis), que instrui bispos como lidar com acusações de abusos sexuais cometidos por padres nas suas paróquias.[24]
Outra crítica foi que Bento XVI rejeita a política marxista da Teologia da Libertação no terceiro mundo.[carece de fontes]
Bento XVI, como seus predecessores, é contrário à ordenação de mulheres e defende a necessidade de moralidade sexual. Para ele, "a única forma clinicamente segura de prevenir a SIDA (AIDS) é se comportar de acordo com a lei de Deus", condenando o uso de preservativos, no que é criticado por muitas correntes sociais. No entanto, é apoiado nestas opiniões por todos os movimentos da igreja, como o Caminho Neocatecumenal, aRenovação Carismática, os Focolares e a Comunhão e Libertação, por exemplo.[carece de fontes]
Em setembro de 2006, Bento XVI provocou protestos no mundo muçulmano, devido a uma citação que fez naUniversidade de Ratisbona (onde lecionou antes de ser nomeado cardeal) durante visita à Alemanha, em que fez referência à posição do imperador bizantino Manuel II Paleólogo sobre Maomé.[carece de fontes]
Em agosto-setembro de 2007, em documento da Congregação para a Doutrina da Fé, reafirmou que a Igreja Católica é a "única verdadeira" e a "única que salva", o que provocou muitas críticas de igrejas protestantes.[25]
Por decreto de 21 de janeiro de 2009, o cardeal Giovanni Battista Re, Prefeito da Congregação para os Bispos, usando de faculdade concedida pelo Papa Bento XVI, removeu a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação no dia 1 de julho de 1988 contra quatro bispos ordenados em 1988 pelo falecido e tradicionalistaarcebispo Marcel Lefebvre, com o rito da "bula dePio X", em desacordo com as regras estabelecidas pelo Concílio Vaticano II, ordenação considerada ilegítima pela Igreja Católica.[26]
A Secretaria de Estado do Vaticano esclareceu que "os quatro bispos, apesar de terem sido liberados da pena de excomunhão, continuam sem um função canônica na Igreja e não exercem licitamente nela qualquer ministério." e que este "foi um ato com que o Santo Padre respondia benignamente às reiteradas petições do Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, na esperança de que os beneficiados manifestassem sua total adesão e obediência ao magistério e disciplina da Igreja." [26]
Dentre os quatro reintegrados com o levantamento da excomunhão está o bispo Richard Williamson, religioso inglês, que dirige um seminário lefebvriano na Argentina e nega o Holocausto. O Vaticano tornou público que o bispo Williamson, para ser admitido nas funções espiscopais na Igreja, terá de retratar-se de modo absoluto, inequívoco e público de sua postura sobre a Shoah, desconhecidas pelo Santo Padre no momento da remissão da excomunhão.[26][27] [28]

[editar]Atentados e incidentes de segurança

Em 2007, um alemão conseguiu saltar sobre uma barricada na Praça de São Pedro quando o veículo do Papa estava a passar durante uma audiência geral.[29]
Durante a missa de Natal de 2009, uma mulher, identificada como Susanna Maiolo[30] ultrapassou as barreiras de segurança no início do corredor central da Basílica de São Pedro, em Roma e puxou o Papa que acabou por cair.[31] A mesma mulher teria tentando o mesmo em2008, mas foi impedida pela segurança do papa.[32]